quarta-feira, 27 de abril de 2016

Turn in the garden



Favoured signs to find hope
In the rounds of life
Favoured rhymes to find hope
In the sands of life

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Afterlife



We could slow dance to rock music
Kiss while we do it
Talk 'til we both turn blue

Leather black and eyes of blue
Sun reflecting in your eyes, like an easy rider
Life makes sense when I'm with you

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Duzentas mil horas



Heróis da vila, estrelas do nada
Cavalos rebeldes no meio da picada
Com pouco mais pra fazer
Que escapar ou esmorecer

Heróis da vila em contos de fadas
Reféns improváveis da grande encruzilhada
Na corrida, em vias de saber
O que o mundo todo quer


Herdade da Casa Branca - Zambujeira do Mar

Deslumbramento



Quando o suficiente deixa de o ser e o êxtase quer mais êxtase,
Caminho calma e sorrio porque o que há me faz sorrir
e o que não há me faz feliz
pela promessa de vir a existir.


Castelo de Vide

quarta-feira, 9 de março de 2016

Carro?!



Sou da geração sem remuneração.
E nem me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou.

Porque isto está mau e vai continuar,
Já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou.

E fico a pensar:
Que mundo tão parvo,
Onde para ser escravo
É preciso estudar.

Sou da geração "casinha dos pais".
Se já tenho tudo, p'ra quê querer mais?
Que parva que eu sou.

Filhos, maridos, estou sempre a adiar,
E ainda me falta o carro pagar.
Que parva que eu sou.

E fico a pensar:
Que mundo tão parvo,
Onde para ser escravo
É preciso estudar.

Sou da geração "vou queixar-me p'ra quê?",
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou.

Sou da geração "eu já não posso mais!",
Que esta situação dura há tempo demais,
E parva eu não sou!


Castelo de Vide

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sunlight over me no matter what I do



Apples in the summer are golden sweet
Everyday a passing complete

And if I just stay awhile here staring at the sea
And the waves break ever closer, ever near to me
I will lay down in the sand and let the ocean lead
Carry me to innisfree like pollen on the breeze


Marvão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

no hiding place



In the hushing dusk, under a swollen silver moon,
I came walking with the wind to watch the cactus bloom.
And strange hands halted me; the looming shadows danced.
I fell down to the thorny brush and felt a trembling hand.

And the stars will be your eyes and the wind will be my hands.